Quais são as indicações médicas para o congelamento de óvulos?

Mulheres em idade reprodutiva que serão submetidas à retirada de ovários ou a tratamentos oncológicos (quimio ou radioterapia) com potencial de ocasionar falência ovariana.

Pacientes jovens com oscilações hormonais que sugiram o quadro de insuficiência ovariana prematura (“menopausa precoce”).

Pacientes que sabidamente postergarão a gestação de forma indefinida.
 

Qual o melhor momento para realizar o congelamento de óvulos?

Os óvulos podem ser congelados em qualquer idade, porém os melhores resultados serão obtidos quanto mais cedo for realizado o procedimento pois com o passar dos anos ocorre redução da quantidade e da qualidade dos óvulos. 


Após os 35 anos as taxas de fertilidade caem 50% e após os 40 anos mais da metade dos óvulos pode possuir alterações genéticas que dificultem as gestações ou que levem a abortamentos. 


A sugestão é que a paciente se programe para o congelamento de óvulos até 35 anos de idade.

Como é realizado o tratamento?

A paciente deve fazer uso de medicações hormonais (orais e injeções em subcutâneo) e monitorizações ultrassonográficas em consultório até que os óvulos atinjam as características ideais para a aspiração. 


A coleta é realizada sob sedação anestésica em clínica de Reprodução Assistida e os óvulos maduros são então identificados, congelados e armazenados sob condições especiais. 


Conforme o desejo de uso, os óvulos são descongelados e fertilizados com o sêmen escolhido pela paciente (parceiro ou banco de sêmen). 


Os embriões formados são transferidos ao útero por meio de cateter fino, técnica esta que não costuma causar grande desconforto, e a quantidade de embriões transferidos (1 ou 2) é decidida pela paciente. 


Caso haja excedente de embriões formados, os mesmos poderão ser congelados para transferências posteriores.

Há garantia de gravidez utilizando-se os óvulos congelados?

Não, porém pacientes que consigam congelar 15-20 óvulos tem grandes chances de atingirem o objetivo de 1 gestação. 


A única certeza que temos é a de que as chances de gravidez em idades avançadas serão maiores se as técnicas de reprodução assistida forem aplicadas sobre óvulos próprios congelados em fases mais precoces da vida reprodutiva, uma vez que as taxas de sucesso de tratamentos de reprodução assistida com óvulos próprios com 40 anos ou mais são menores do que 10%.